"Se a vida é subjectiva, o futebol é 100 vezes mais"

Pablo Aimar

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Equipa Lendária


Ontem conseguimos mais uma vitória dificil e importante na Luz contra o PSG. 2-1 , depois de estar a perder. O sonho continua de pé, a de conseguir ganhar um título europeu que já nos foge há quase 50 anos.

A Marca faz referência ao Benfica dos anos 60, que maravilhou a europa, na sua secção "Equipos de Leyenda". Diz entre outras coisas:

Bromas aparte, aquella época dorada del Benfica a principios de los años 60 es siempre recordada como la más exitosa del fútbol luso a nivel de clubes. Dos Copas de Europa y cinco finales del prestigioso torneo son razones suficientes para considerarlo así. No en vano, también a nivel de selecciones, Portugal realizó su mejor actuación en un Mundial con aquel tercer puesto de 1966.

Já é tempo de quebrar o enguiço.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sem Glória, mas com Honra


Estou muito desapontado com o resultado de ontem. Como há muito não estava, talvez desde o Parma-Benfica de 94. Por um lado esta sensação de desilusão não é nada agradável, mas por outro só acontece por eu ter uma fé neste Benfica como não tinha desde os meus 14 anos. Estou bastante convencido que foi a melhor oportunidade que tivemos de voltar a ganhar uma final europeia desde então, porque estamos a jogar muito. Certo que já tivemos entretanto nos 1/4 final de competições europeias com o Milan, Fiorentina, Barcelona e Espanhol, mas o resultado da 1ª mão de cada eliminatória normalmente punha-nos em maus lençois, ao contrário deste ano.

O facto de estar desiludido com o resultado, não significa que esteja desiludido com o Benfica. A equipa portou-se muito bem, e apenas pode lamentar-se da falta de eficácia na 1ª mão e do "excesso" de eficácia do Liverpool na 2ª mão. É que para além dos golos, não me lembro de ver o Liverpool fazer um remate perigoso. Tivemos bastante posse de bola e a atitude correcta, mas realmente o Liverpool aproveitou todos os lapsos do Benfica. Falha de Julio César do 1º golo (o Kuyt saltou ao lado dele e o brasileiro nem se fez à bola!); uma subida de Javi Garcia para tentar fazer pressão, que deixou um buraco no meio campo para o 2º golo; um livre a favor do Benfica muito mal marcado que permitiu um contra-ataque perfeitamente executado para o 3º golo; uma perda de bola de David Luiz no meio campo, com a equipa balanceada para o ataque que levou a mais um contra-ataque que acabou com a eliminatória, no 4º golo.

Mas a verdade é que nunca deu a sensação de dominio por parte do Liverpool, e por isso custa mais encaixar a derrota. O que fez a diferença na eliminatória penso ter sido a experiência neste tipo de fase da competição, mais do que eventuais opções de Jesus (que nunca será crucificado por mim) ou mesmo o desgaste físico que poderiam apresentar alguns jogadores.

Muita falta neste jogo fez o Saviola. É sem dúvidas insubstituível, neste Benfica, pelo menos contra adversários deste calibre, até pela experiência que tem.

Nota excelente para os adeptos do Glorioso que se deslocaram a Liverpool para apoiar a equipa. Ouvi-os a cantar antes do jogo, durante (mesmo a perder) e quando acabou.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Orgulho

Orgulho na equipa e nos adeptos (petardos à parte). O Glorioso fez um jogao, mas apesar disso apenas saiu com uma vitória pela margem mínima. Foram muitas as oportunidades falhadas pelo Benfica, contra apenas um falhanço do Fernando Torres.

Apesar dos muitos apelos para que Cardozo deixasse de marcar penaltys decisivos (nos quais me incluí), Jorge Jesus nao mudou de ideias e continua a ser o Paraguaio o responsável. Por isso, a maioria dos benfiquistas estava bastante apreensiva quando o "7 "do Benfica se preparava para chutar desde a marca dos 11 metros. Felizmente nao falhou e nao deu hipóteses a Reyna.

Vi o jogo num bar inglês. Mas até estava bastante vazio. Havia uns quantos inlgeses (meia dúzia) e uns quantos portugueses, mas apenas eu era Benfiquista. Por isso quando o Benfica marcou os golos só se ouvia a minha voz, o que foi um bocado estranho.

Em relaçao à arbitragem, aceito que se proteste a expulsao de Babel, o amarelo seria o mais ajustado, mas em relaçao aos penaltis, ninguém que tenha dois olhos na cara pode contestar, de tao óbvios que foram. E ainda ficou por assinalar um 3º sobre o Cardozo, que nao sei como passou em branco.

Agora é concentrarmo-nos no encontro com a Naval, que já iremos ter tempo para pensar na 2ª mao.

P.S. Finalmente um árbitro de baliza deu sinal de vida! Se calhar foram os petardos que o acordaram.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"É pra ganhar cara***"


O título do post é uma citaçao desse grande jogador que foi Paulo Futre. É esse tipo de ganas que os jogadores do Benfica têm de ter sempre, e mais quando o adversário é de peso. Para ser jogador do Benfica tem de se perceber bem a camisola que se veste e por isso, tendo em conta o tipo de jogo que vai ser, e a lesao do Saviola, penso que Nuno Gomes deveria ser titular. Tenho 99,9% de certeza que nao vai ser, mas gostaria.

Muitos bloggers têm recordado os encontros com o Liverpool nos anos 70 e 80. Eu nao tenho idade para me lembrar desses jogos. Mas lembro-me (obviamente) da eliminatória de 2005/06, com 2 vitórias, tanto na Catedral como no "The Kop". Esse Liverpool era o campeao europeu e foi eliminado. É esta história que recordo e que quero repetir, sabendo que nao vai ser fácil.

CARREGA BENFICA!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Geração Kardec

Alegria enorme, foi o que senti com este golo e um orgulho gigante durante o jogo todo, pela forma como o abordou. Não exijo que o Benfica ganhe os jogos todos, mas exijo que dê sempre uma boa imagem e foi isso que aconteceu, pela enésima vez esta época.

Não vou fazer uma grande crónica ao jogo (há bloggers que o fazem melhor do que, é só ver a lista aqui ao lado), mas escrevo sobre aquilo que me pareceu a eliminatória. Se analisarmos os 180 minutos, vemos que apenas nos primeiros 30 o Marselha dominou. Deschamps tinha estudado bem o Benfica e surpreendeu Jesus pela forma agressvia como pressionava, mesmo no meio-campo encarnado. Isto juntando à fala de ritmo de Aimar conduziu a imensas perdas de bola ainda no nosso meio-campo. Refeitos da supresa inicial o Benfica acabou por superiorizar-se pouco a pouco, apesar do resultado nos primeiros 90 minutos ser um empate a uma bola (por todos considerado justa, apesar do minuto em que foi marcado o golo dos franceses).

Neste jogo apenas deu Benfica. Lembro-me apenas de um remate perigoso do Lucho e do golo. Do lado Benfica perdi a conta das oportunidades desperdiçadas por Di Maria (umas 3 ...ok se calhar não perdi a conta), houve um remate ao poste do Cardozo, mais um falhanço quando estava isolado (o 2º em poucos dias, depois do jogo com o Nacional) e um penalti escandaloso sobre o Ramires. O lance em que um defesa do Marselha toca com a mão, na minha opinião não é penalti, porque não houve intenção de tocar com a bola (ele nem se apercebe onde a bola está), mas curiosamente as mãos dos defesas do Benfica, na mesma situação (Luisão e David Luiz salvo erro) o artista já assinalou.

A chave desta eliminatória foi mesmo a aprendizagem feita dos erros da 1ª mão. Com menos perdas de bola, naturalmente o Benfica foi tendo maior posse e foi fazendo aquilo que nos tem habituado o resto da época. O Marselha não conseguindo pressionar o Benfica como na 1ª mão foi-se resignando com a defesa do golo fora, até marcar um golo caído do céu. Aquando do golo o Benfica não abalou, porque pouco mudava: precisava de marcar um golo para não ser eliminado .

Poucos minutos depois do golo francês, (Super) Maxi marcou o golo que empatava o jogo e a eliminatória. A partir daqui, bastava um golo para deixar o Marselha KO, pois como pouco tempo para jogar, seria dificil marcar dois golos. Já com Aimar em campo, foram sucedendo-se os lances de perigo, pois o meio-campo francês estava de rastos e não conseguia recuperar. Até que surge o momento que vai aumentar o trabalho na Maternidade Alfredo da Costa (e nas outras também) em meados de Dezembro: o golaço de Kardec.

Não perceberam bem o final do parágrafo anterior pois não? Explico: na ultima semana de Janeiro registou-se um aumento anormal dos nascimentos, em Barcelona. Sempre que acontece algo (é uma palavra que utilizo sem complexos) deste tipo, os hospitais tentam perceber o motivo. Ora retrocedendo 9 meses chega-se à data do golo do Iniesta contra o Chelsea, no último minuto, quando já não havia esperança de passar a eliminatória. Apesar de todos os títulos, vitória, golos do Barça em 2009, este foi escolhido como o mais importante (por ser tão dramático). A tensão do jogo não foi aliviada apenas com o gritos do golo...parece que muitos catalães tiveram de "gritar golo" pelo menos mais uma vez depois dos 90 minutos. Se não acreditam (ou mesmo que acreditem) vejam aqui a noticia.

Pelo descrito anteriormente, penso que será legítimo pensar que em Dezembro deste ano, perto do Natal, estejamos a falar da geração Kardec. Curioso, no Natal celebra-se o nascimento de Jesus!

P.S. Aproveito para dar graças ao inventor do streaming, isto de poder ver o Benfica em qualquer lado (desde que tenha um computador e internet) é simplesmente maravilhoso.
P.S.2 Ainda não percebi porque é que há 2 espectadores que são pagos para estar por trás das balizas.